Pré-natal: quando começar, quantas consultas fazer e quais exames são necessários
O pré-natal deve começar assim que a gravidez é confirmada, idealmente até a 12ª semana de gestação. O acompanhamento envolve, em média, entre 6 e 10 consultas ao longo da gestação, dependendo do risco gestacional, além de exames laboratoriais e de imagem específicos para cada trimestre.

Quando devo começar o pré-natal?
O pré-natal deve começar o quanto antes, assim que o teste de gravidez for positivo, idealmente ainda no primeiro trimestre (até a 12ª semana). O início precoce permite confirmar a idade gestacional com mais precisão, iniciar a suplementação (se ainda não iniciada) e rastrear precocemente condições que podem afetar a gestação.
Quantas consultas de pré-natal são necessárias?
Para gestações de risco habitual, o Ministério da Saúde recomenda no mínimo 6 consultas de pré-natal: uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro. Na prática do acompanhamento particular, o número costuma ser maior — em geral entre 8 e 10 consultas — permitindo consultas mensais até 28 semanas, quinzenais até 36 semanas e semanais até o parto. Gestações de alto risco exigem consultas mais frequentes, definidas individualmente.
Quais exames são feitos em cada trimestre da gestação?
Primeiro trimestre (até 13 semanas):
Tipagem sanguínea e fator Rh
Hemograma completo
Glicemia de jejum
Sorologias (HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, rubéola)
Urina tipo I e urocultura
Ferritina, vitamina D, vitamina b12
Ultrassonografia obstétrica inicial para datação da gestação
Ultrassonografia Morfológica - com medida da translucência nucal + osso nasal + doppler entre 11 e 14 semanas
Segundo trimestre (14 a 27 semanas):
Teste oral de tolerância à glicose (TOTG), entre 24 e 28 semanas, para rastreio de diabetes gestacional
Ultrassonografia Morfológica - com medida de colo + doppler, entre 20 e 24 semanas
Repetição de laboratoriais, conforme risco
Terceiro trimestre (28 semanas até o parto):
Repetição de laboratoriais, conforme risco - entre 35/37 semanas
Pesquisa de Streptococcus do grupo B (swab vaginal e retal), entre 35 e 37 semanas
Ultrassonografia obstétrica de acompanhamento de crescimento fetal
O que caracteriza uma gestação de alto risco?
Uma gestação é classificada como de alto risco quando há fatores que aumentam a chance de complicações para a mãe ou o bebê, como por exemplo:
Hipertensão arterial crônica, Hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia
Diabetes prévio ou diabetes gestacional
Idade materna abaixo de 16 ou acima de 35 anos
Gestação múltipla (gêmeos ou mais)
Histórico de aborto de repetição ou parto prematuro
Doenças maternas prévias (cardiopatias, doenças autoimunes, doenças renais)
Alterações identificadas nos exames de imagem ou laboratoriais durante a gestação
Gestações de alto risco exigem acompanhamento mais frequente e, em alguns casos, avaliação conjunta com outras especialidades.
Quais sinais na gestação exigem atendimento imediato?
Alguns sinais durante a gestação não devem esperar a próxima consulta agendada e exigem contato imediato com o obstetra ou atendimento de urgência:
Sangramento vaginal
Dor abdominal intensa
Diminuição ou ausência da movimentação fetal
Dor de cabeça forte associada a alterações visuais ou inchaço súbito
Perda de líquido pela vagina
Febre alta
Perguntas frequentes
É seguro viajar durante a gestação? Em gestações sem intercorrências, viagens costumam ser permitidas até por volta de 36 semanas, mas essa orientação deve ser sempre confirmada com o obstetra, considerando o risco individual e o meio de transporte.
Quando começa a suplementação de ácido fólico? Idealmente, a suplementação de ácido fólico deve começar antes da gestação (pré-concepcional), por 2-3 meses, e continuar pelo menos até o final do primeiro trimestre, para reduzir o risco de malformações do tubo neural.
A partir de quantas semanas o bebê é considerado a termo? Uma gestação é considerada a termo entre 37 semanas e 41 semanas e 6 dias. Nascimentos antes de 37 semanas são classificados como prematuros.



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